Programa Bom Aluno

Programa Bom Aluno

orientar e preparar seus beneficiários, carentes por origem, via formação educacional para a conquista de posições de liderança no mundo do trabalho, o que permite que eles rompam o círculo vicioso e consigam mudar seu status socioeconômico e de futuras gerações.

Objetivo do projeto

OBJETIVO GERAL: Apoiar pedagógica e psicologicamente o maior número possível de alunos de baixa renda oriundos de instituições públicas de ensino, em favor do aumento da escolaridade, por meio de uma rede sólida de parceiros. Objetivos Específicos: 1 - Garantir a evolução da escolarização para xx alunos. 2 - Promover a formação complementar e estimular a formação cidadã para xx alunos do PBA, com o desenvolvimento de habilidades intelectuais. 3 - Promover o desenvolvimento de pais nas funções/papéis parentais e na importância ao apoio do filho em relação ao estudo.

Dados de captação

Valor total do projeto: R$ 4.500.000,00
Valor captado até o momento: R$ 151.000,00
% captado: 3%
Saldo a captar: 4.349.000,00

Problema Social

Ha 25 anos o Instituto Bom Aluno desenvolve o Programa Bom Aluno por desde o princípio ser seu foco a diminuição da exclusão social,das dificuldades de acesso ao ensino de qualidade, bem como a má distribuição de renda no Brasil, e que são reconhecidamente algumas das causas da má qualidade de vida de famílias de baixa renda. Embora haja esforços visíveis de todos os setores da sociedade para mudar esse cenário, ainda enfrentamos muitos desafios para transformar essa realidade. Entre os anos de 2003 à 2014, o Brasil viveu uma fase de progresso econômico e social em que mais de 29 milhões de pessoas saíram da pobreza e a desigualdade diminuiu expressivamente (o coeficiente de Gini caiu 6,6% no mesmo período, de 58,1 para 51,5). Segundo o IBGE, se compararmos o crescimento de renda da população extremamente pobre (40% da população brasileira) com as demais classes sociais no país, percebe-se que a primeira elevou seu potencial econômico cerca de 7,1%, em detrimento desta última, que cresceu somente 4,4%. No entanto, desde 2015 o ritmo de redução da pobreza e da desigualdade parece ter estagnado. Tal estagnação na economia, traz muitos efeitos negativos, inclusive, a pouca demanda no mercado de trabalho; com este desaquecimento econômico, a população que possui baixa qualificação (aqui pode ser compreendido como escolaridade) possui dificuldade em ingressar no mercado de trabalho, principalmente em oportunidades com possibilidade de aumento de renda considerável, como também desenvolvimento profissional. Dessa maneira, acredita-se que condição das pessoas com baixo poder aquisitivo pode ser explicada por um círculo vicioso, em que a baixa escolarização interfere significativamente na ocorrência da baixa qualificação profissional, o que contribui para a manutenção da baixa qualidade de vida dessas pessoas. A equação é simples, quanto maior o acesso à educação, melhor as oportunidades no mercado de trabalho. No Brasil, a importância do atendimento e serviços para famílias de baixa renda, em especial a crianças e jovens, tem sido defendida como razão de várias iniciativas sociais como forma de atenuar problemas sociais que tem entre suas causas a baixa escolarização e, consequentemente, a exclusão social. A associação entre educação e desenvolvimento socioeconômico do país é uma tendência que vem resultando na soma de vários esforços empreendidos de diversos setores da sociedade no sentido de ampliar o acesso da população à escolarização e melhorar a qualidade do ensino. Contudo, observa-se que, a despeito das políticas governamentais empregadas nos últimos anos, a educação apresenta-se como um campo repleto de demandas expostas, as quais organizações não governamentais e instituições privadas se debruçaram para dedicar-se a iniciativas na área a partir da década de 90. Essas ações foram estruturadas e nomeadas de projetos e/ou programas sociais os quais, de modo geral, assumiram a intenção de romper o chamado ciclo da pobreza, garantindo aos indivíduos o acesso a direitos e a oportunidades, discurso e ações que também percorreram outros países antes de serem identificados no Brasil. De acordo com o censo realizado pelo Grupo de Instituições, Fundações e Empresas (GIFE) em 2015, foi possível observar que a educação é a principal área de atuação dos respondentes (85%). A partir desse cenário, entre tantas ações paralelas em prol da educação, acredita-se que o diferencial do Programa Bom Aluno, regido pelo Instituto Bom Aluno do Brasil, seja a condição da proposta de intervenção ser em longo prazo e com grande envolvimento e proximidade entre a comunidade, jovem e família. Tais condições permitem que a assistência seja contínua e personalizada, o que poucas instituições conseguem oferecer.

Solução

Com o desenvolvimento da tecnologia social do Programa Bom Aluno busca-se promover a transformação social do país por meio do aumento da escolarização com qualidade, construindo cidadãos autônomos, solidários, capazes de assumir uma postura crítica, criativa e inovadora frente ao mundo. Para isso segue-se o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), que é uma legislação progressista, que propõe a corresponsabilidade entre Estado, família e sociedade na proteção aos brasileiros que não completaram 18 anos. São seres em formação, cidadãos donos de direitos nem sempre observados, sobre os quais repousam nossas esperanças futuras. Indo além, há ainda a tentativa de harmonia com os objetivos fundamentais da própria República, fixados pela Constituição Federal de 1988: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Não há como construir uma sociedade livre, justa e solidária sem uma educação republicana, pautada pela construção da autonomia, pela inclusão e pelo direito à diversidade. Somente é possível garantir o desenvolvimento nacional se a educação for alçada à condição de eixo estruturante da ação do Estado de forma a potencializar seus efeitos. Reduzir desigualdades sociais e regionais se traduz na equalização das oportunidades de acesso à educação de qualidade (PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO, 2007).

Metodologia

O Programa desenvolve as crianças e os adolescentes por intermédio de cursos complementares, ministrados no contraturno da escola, além de serem estimulados pela equipe técnica a zelarem pelo rendimento escolar. Estes cursos estão ligados à formação humana e cidadã, ao apoio e desenvolvimento acadêmico e da carreira profissional. Os conteúdos dos projetos são divididos por ciclos e são ministrados em cursos anuais: CICLO I – 7º e 8º ano do Ensino Fundamental: tem como objetivo preparar o aluno, que estuda na rede pública de ensino, para uma nova realidade, desenvolvendo padrões de comportamentos relacionados ao estudo e atitudes necessárias para a entrada em uma escola parceira da rede privada de ensino. CICLO II – Formado pelo 9º do ensino fundamental e pelo ensino médio, cujos alunos são bolsistas nas instituições parceiras. Seu principal objetivo é: inserir os alunos no ensino superior de qualidade; Fortalecer as habilidades comportamentais, auxiliando o aluno no alcance de metas pessoais e no enfrentamento de dificuldades; estimular o desenvolvimento do aluno como sujeito pró-ativo no processo de aprendizagem e protagonista de sua história; o desenvolvimento da oratória; o tema da adolescência; a compreensão dos valores humanos e a identificação de valores pessoais; o conceito de solidariedade e a introdução ao papel de agente de transformação social. CICLO III – Formado pelos universitários e pós-graduados, tem como objetivo desenvolver profissionais capazes, de excelência, preparados para atuar em um mercado de trabalho cada vez mais exigente, competitivo e inovador, orientado pelo conhecimento, e que acima de tudo valorizem seus compromissos com a sociedade. (este ciclo não será contemplado por esta captação de recursos). Os bolsistas participam de cursos de idiomas, informática, leitura e literatura, redação, oratória, desenvolvimento pessoal, matemática e língua portuguesa, estes últimos com a finalidade de corrigir eventuais defasagens dos anos escolares anteriores. Os cursos de redação, português e matemática foram planejados a partir dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs do MEC). Os alunos recebem também orientação psicológica e pedagógica, vocacional e de planejamento de sua carreira profissional. Para que os alunos acompanhem e compareçam aos cursos disponibilizados pelo PBA é fornecido material escolar, uniforme vale transporte e auxílio alimentação. Os pais também participam de cursos para o fortalecimento de seu papel de cuidador responsável pelo aluno dentro do Programa Bom Aluno. O acompanhamento do aluno se dá via monitoramento de seu desempenho e frequência nos cursos, e o processo de intervenção individual realizado quando necessário, visando a permanência no Programa Bom Aluno. O desligamento é feito pela coordenação do Programa e ocorre quando, apesar dos benefícios, o estudante não corresponde às metas exigidas, ou quando solicitada, por vontade própria, sua desvinculação. O desenvolvimento das atividades é de responsabilidade de uma equipe técnica composta por assistente social, psicólogos, pedagogos, instrutores de língua portuguesa, matemática, redação e leitura viva. Conta com uma assistente administrativa e um auxiliar de serviços gerais. A responsabilidade técnica de todo o programa fica por conta da gerência.

Metas

Descrição da meta 1_Tri 2_Tri 3_Tri 4_Tri
Admitir 30 novos beneficiários/ano 0 0 0 30
90% de frequência no Programa 120 120 120 120
100% Aprovação no vestibular 0 0 0 20

450 beneficiados


50%

50%
Abrangência: Todas as cidades (PR)

Beneficiados por faixa etária

Crianças: (20%)
Adolescentes: (80%)
Adultos: (0%)
Idosos: (0%)

Cronograma

Atividades Fev-2019 Dez-2021
Processo Seletivo
Desenvolvimento de habilidades
Desenvolvimento de Pais

Apoiadores

Egressos do Programa, Pessoas Jurídicas e físicas.