MANUTENÇÃO DO ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA, MODERNIZAÇÃO E ADEQUAÇÃO DO SETOR DE GERIATRIA DO HOSPITAL DE BASE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

Funfarme | Hospital de Base

Centro médico de referência para o atendimento de mais de 2 milhões de habitantes dos 102 municípios pertencentes à Divisão Regional de Saúde de Rio Preto, o Hospital de Base atrai pessoas de todas as regiões do Brasil e até da América Latina, que reconhecem a qualidade da Medicina e de seus serviços. Isto faz com que o HB apresente números impressionantes, que o colocam entre os maiores hospitais do Brasil.

Objetivo do projeto

Realizar manutenção do atendimento à pessoa idosa, modernização e adequação do setor de Geriatria, visando proporcionar a melhoria na assistência prestada aos pacientes atendidos no Hospital de Base de São José do Rio Preto.

Dados de captação

Valor total do projeto: R$ 3.600.000,00
Valor captado até o momento: R$ 200,00
% captado: 0%
Saldo a captar: 3.599.800,00

Problema Social

O envelhecimento é, hoje, um fato incontestável em praticamente o mundo todo. Atualmente, muitos países convivem com o aumento da longevidade de sua população, como uma experiência coletiva e não mais como vivência rara, pois em tempos passados envelhecer era fruto da sorte, de uma boa genética ou do cultivo de boas práticas e moderação. Por isso, o envelhecimento populacional tem sido considerado um grande desafio em todo mundo, sendo imprescindível reconhecer que envelhecer não é igual para todos, e as diferenças existentes se referem a fatores como condições de vida, acesso aos bens e serviços, cobertura da rede de proteção e às condições de atendimento social. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de pessoas com mais de 60 anos corresponde a mais de 12% da população mundial. Estima-se que até a metade deste século, 20% da população será idosa. Em números absolutos, um a cada 10 habitantes do planeta possui mais de 60 anos e 40% são pessoas com 80 anos ou mais. Acredita-se que em 2050, o número de pessoas com 100 anos e em pleno vigor físico e mental será surpreendente. No Brasil, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020 a população idosa será de 31,8 milhões de pessoas, com esse crescimento o país será o sexto do mundo em termos de massa de idosos. São Paulo está entre os Estados com maior proporção de idosos na população: 11,6% de seus habitantes têm mais de 60 anos. A cidade de São José do Rio Preto possui 73.915 mil idosos, 16,7% do total populacional; porém nas próximas décadas o número de idosos irá triplicar, segundo estimativas da Fundação Seade, e em 2050 a região de São José do Rio Preto terá mais de 395 mil idosos. A Fundação considera idosos pessoas acima dos 65 anos, cinco anos a mais do que o estabelecido pelo Estatuto do Idosos. Sendo assim, a região de São José do Rio Preto vai se manter como a mais envelhecida e acima da média estadual. Definir envelhecimento é muito complexo, levando-se em conta que biologicamente trata-se de processo que ocorre durante toda a vida. Envelhecer é um processo fisiológico e natural pelo qual todos os seres vivos passam e é, sem dúvida, a maior fase de desenvolvimento humano. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o idoso como aquele indivíduo com 60 anos de idade ou mais, limite este válido apenas para os países em desenvolvimento, como o Brasil, pois nos países desenvolvidos admite-se um ponto de corte de 65 anos de idade. O envelhecimento é a etapa da vida definida como velhice, com suas peculiaridades, e só pode ser compreendida a partir da relação que se estabelece entre os diferentes aspectos cronológicos, biológicos e sociais. A chegada da velhice inclui limitações do corpo, diminui a vitalidade, rapidez de raciocínio, a percepção sensorial e motora, ou mesmo cognitiva. No entanto, o processo de envelhecimento é uma experiência individual; por exemplo, existem pessoas com 80 anos em excelente estado de saúde física e psíquica, comparativamente a pessoas com menos idade, mas com má performance de saúde. Qualidade de vida na velhice implica em organizar a vida dentro dos parâmetros definidos pelas limitações físicas e psicológicas e, segundo o Estatuto do Idoso e a OMS, implica principalmente em garantir assistência à saúde, liberdade de escolha, amigos, moradia, lazer entre outros. O artigo 2º do Estatuto do Idoso (Lei Federal n. 1.0747/2003) estabelece que “o idoso deve gozar de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral, sendo assegurado todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade”. Porém, para se envelhecer com qualidade deve-se começar desde criança mantendo hábitos saudáveis de vida e que deve permanecer por toda existência. Os hábitos saudáveis de vida desde a infância vão determinar a saúde do idoso. Como a expectativa de vida aumentou muito e o envelhecimento no Brasil é um fator relativamente novo, a área técnica da saúde do idoso vem desenvolvendo, constantemente, ações estratégicas com base nas diretrizes contidas na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, para promover o envelhecimento ativo e saudável, a manutenção e a reabilitação da capacidade funcional. Quanto mais se vive, maiores são as chances de ter uma doença crônica. Sendo as mais prevalentes, conforme o Ministério da Saúde, doenças cardiovasculares e o câncer. O câncer destaca-se como um importante desafio de saúde pública. Os dados da Organização Mundial de Saúde são alarmantes, um em cada quatro homens entre 60 e 79 anos no mundo tem ou vai desenvolver algum tipo de câncer. Entre as mulheres, na mesma faixa etária, o índice ainda é maior, sendo uma em cada três. Em 2015 o número de óbitos pela doença foi de 8,8 milhões e para 2030, a estimativa é que 21 milhões de pessoas morram de câncer. No Brasil, a doença é mais comum em pessoas com mais de 55 anos, pois o organismo está exposto a substâncias nocivas há muito mais tempo. O fumo é um dos principais fatores desencadeantes, além das comidas gordurosas, industrializadas, alta ingestão calórica e obesidade. Os mais comuns em idosos são os de próstata para homens, mama para as mulheres e pulmão. Contudo, o aumento das doenças crônicas faz com que o idoso seja, hoje, o principal candidato ao atendimento em unidade de emergência, à necessidade de internação e/ou a uma vaga na unidade de terapia intensiva. Os hospitais necessitam adequar os seus serviços para melhor atender a esta população, tendo em vista que a maioria dos idosos que precisam de atendimento hospitalar são justamente os mais fragilizados, com maior comprometimento de suas capacidades. Do ponto de vista das instalações físicas, necessitam ter banheiros adaptados, quartos amplos e iluminados, instrumentos adequados para deficiência visual e auditiva, dentre outros.

Solução

Na assistência hospitalar, a idade é considerada um indicador na determinação dos cuidados com a pessoa idosa enferma e o estado funcional é o parâmetro para o estabelecimento de critérios específicos de atendimento. A segurança dos idosos deve ser motivo de preocupação para a sociedade, pois, para essas pessoas, as quedas podem ter repercussões desastrosas, uma vez que idosos com traumas têm perda na sua autonomia e aumento da sua dependência, refletindo em acréscimo de trabalho e estresse para o cuidador e familiares. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2008), cerca de 28% a 35% de idosos com mais de 65 anos e 32% a 42% com mais de 75 anos sofreram algum tipo de queda. Para se prevenirem desses acontecimentos, cuidadores e familiares devem se mobilizar em torno de cuidados especiais, adaptando o ambiente em que o idoso. Neste sentido, torna-se necessário eliminar as barreiras arquitetônica e proporcionar um ambiente seguro e saudável. Em ambientes hospitalares essa preocupação deve ser ainda maior, pois os idosos atendidos são mais propensos a quedas, devido a saúde debilitada e suas vulnerabilidades. As quedas durante a internação são uma das ocorrências mais importantes na quebra da segurança do paciente e são frequentemente responsáveis pelo aumento do número de dias de hospitalização e piores condições de recuperação. Portanto, torna-se evidente a necessidade de eliminar os riscos ergonômicos e barreiras arquitetônicas que possam contribuir para o desequilíbrio do idoso hospitalizado. Os hospitais são cada vez mais projetados e desenvolvidos com o intuito de garantir melhores condições de saúde, segurança e bem-estar de pacientes, seus respectivos acompanhantes e profissionais. Novos métodos e tecnologias têm sido aplicados e, apesar desta evolução, ainda surgem inúmeros problemas de carência de usabilidade com seus usuários. Sendo assim, deve-se considerar, no momento da construção de uma edificação, todos os riscos que possam afetar a saúde humana, principalmente os riscos ergonômicos, químicos e biológicos. Para o Hospital de Base a assistência à população idosa tem sido considerada como missão, o Hospital realiza diversas ações que visam a segurança do paciente idoso, por isso a implementação deste projeto irá contribuir significativamente para a melhoria do cuidado com o paciente idoso e, principalmente, minimizará os riscos de acidentes e quedas

Metodologia

Contribuir com maior êxito na assistência proporcionando assistência ainda mais humanizada e de excelência, para todos os idosos atendidos pelo Hospital de Base.

Metas

Descrição da meta 1_Tri 2_Tri 3_Tri 4_Tri
Reduzir os riscos de quedas. 20 20 20 20
Reduzir os riscos de acidente 20 20 20 20
Reduzir o risco de infecções 10 10 10 10

130.000 beneficiados


50%

50%
Abrangência: Todas as cidades (SP) São José do Rio Preto (SP) Bady Bassitt (SP)

Beneficiados por faixa etária

Crianças: (0%)
Adolescentes: (0%)
Adultos: (0%)
Idosos: (100%)

Cronograma

Atividades Jan-2019 Jan-2020
Definir prioridades de compra
Revisar os orçamentos prévios
Elaborar plano de aplicação
Realizar adequação
Patrimoniar os bens
Realizar a prestação de contas
Viabilizar auditorias

Apoiadores